segunda-feira, 10 de outubro de 2011

A origem dos "estalos" articulares

Quando percebe, você já começou o trec-trec. Os estalos são um hábito na rotina de muitas pessoas, que adoram ouvir os barulhos das esticadas e dos contorcionismos nos dedos e na coluna (há até quem adore estalar o pescoço). Porém, quando ele não causa dor, não há motivo para preocupação! É uma  reação natural do organismo a um estímulo.

O barulho que você escuta ao puxar os dedos, por exemplo, é resultado de uma diferença de pressão.O líquido que está de um dos lados da articulação para passa para o outro lado quando você estica ou pressiona alguma parte do corpo. É desta passagem que vem o barulho.
É por isso que, logo depois de um estalo, dificilmente você consegue repeti-lo com a mesma intensidade. É preciso esperar alguns minutos para que o líquido volte a se acumular, gerando a diferença de pressão novamente.

A cena repete-se no caso da coluna, formada por uma série de pequenas articulações. O movimento do fluido sinovial, contido nestas articulações, causa os estalidos que você escuta quando torce o tronco ou quando se estica para trás ou para frente.

E nem precisa se incomodar: os estalos não engrossam os dedos, como pensa muita gente. Elas articulações ficam mais grossas com a idade, independente se há ou não ressaltos.

Mas nem todos os estalos estão ligados às articulações. Alguns deles ocorrem nas chamadas fáscias (camadas mais profundas da musculatura). Quando é estimulada de forma abrupta, principalmente em pessoas sedentárias, a fáscia gera os estalos (porque, dentro dela, também há um líquido semelhante àquele contido nas articulações). A diferença aqui é que, normalmente, há dor neste tipo de ressalto. Ele acontece nos movimentos bruscos da escápula e dos ombros, por exemplo.  
Nas situações em que há dor, é importante buscar ajuda de um ortopedista. Isso porque o especialista vai fazer mais do que aliviar o desconforto, ele consegue descobrir por que a dor apareceu e dar um jeito para que isso não ocorra novamente. Além de analgésico, geralmente receita-se uma compressa de gelo para aplicar no local.
Até breve,
@Gregnani85

domingo, 9 de outubro de 2011

Exercícios físicos e tratamento de doenças cardiovasculares

Os pacientes que possuem doenças cardiovasculares isoladas ou correlacionadas com outras doenças possuem distúrbios fisiológicos característicos e recorrentes.Dentre estes, podemos citar a atividade simpática aumentada, o que se reflete em uma resposta da frequência cardíaca (F.C) acima dos valores normais, em uma maior vasoconstrição, que pode ser refletida por aumentos na pressão arterial e uma cinética de cálcio deficiente em nível muscular esquelético e cardíaco.
Estes fatores em conjunto contribuem para uma maior prevalência de mortalidade, bem como predispõem esses pacientes a uma intolerância a prática de atividades físicas.
O exercício físico tem demonstrado ser uma parte importantíssima da intervenção terapêutica para a melhora do quadro geral destes pacientes.Os benefícios para estes pacientes da prática de exercícios fisicos incluem a ativação de fatores angiogênicos, aprimoramento das respostas de F.C por conta da maior eficiência do miocárdio, aumento do consumo de oxigênio(V.O 2), diminuição da atividade simpática e melhora da cinética do cálcio.
É importante ressaltar que no caso desses pacientes a intensidade deve ser prescrita e monitorada de acordo com o nível da patologia e que trabalhos de intensidades moderadas são os mais recomendados pois são eficientes ao mesmo tempo que proporcionam segurança para estes pacientes.Portanto, no caso dessa população especificamente, torna-se desnecessária a utilização de protocolos de alta intensidade.
Até breve,
@Gregnani85
Referências: 34º Simpósio Internacional de Ciência do Esporte
                   Conferência Exercício como Tratamento de Doenças Cardiovasculares
                   Carlos Eduardo Negrão

sábado, 8 de outubro de 2011

Restrições da Anvisa ao uso da Sibutramina

A diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu nesta terça-feira (4) manter a comercialização e o registro da sibutramina, um dos remédios mais vendidos que atuam na redução do apetite, mas ampliou o controle sobre a prescrição e sobre a utilização do medicamento.
A Anvisa proibiu ainda a comercialização de três outros inibidores de apetite feitos a base de anfetamina: a anfepramona, o femproporex e o mazindol.
No Brasil, a venda e o uso da sibutramina já eram restritos desde 2010, quando o remédio foi incluído na lista de medicamentos “B2″, que necessitam de receitas especiais para serem solicitados pelos médicos. Agora, a partir da decisão desta terça, médicos e pacientes terão também que assinar um termo de compromisso ao prescrever ou utilizar a substância.
Além disso, de acordo com a Anvisa, os laboratórios que fabricam ou comercializam sibutramina terão que fazer acompanhamento de eventuais efeitos colaterais e comunicar a Anvisa no caso de ocorrências.
A agência informou que as medidas serão acompanhadas por 12 meses e que, após esse período, a comercialização do produto voltará a ser discutida.
No âmbito da Anvisa, não cabe recurso à decisão, mas as empresas que fabricam e comercializam os inibidores de apetite podem recorrer à Justiça.
De acordo com a Anvisa, as farmácias terão prazo de 60 dias para retirar os produtos proibidos do mercado. Conforme a Anvisa, os estabelecimentos que mantiverem a comercialização poderão ser interditados ou multados em valores que vão desde R$ 2 mil a um R$ 1,5 milhão.
De acordo com o representante do Conselho Federal de Medicina, Dimitri Gabriel Omar, a decisão da Anvisa de proibir os três inibidores vai estimular a ilegalidade e prejudicar o tratamento de obesos. Sobre ampliar a restrição à sibutramina, ele afirmou que se trata de “interferência indevida” no trabalho dos médicos e que vai recorrer à Justiça.
Relatório
O relatório de 700 páginas produzido pela Anvisa aponta que os benefícios da perda de peso causados pela utilização da anfepramona, do femproporex e do mazindol não superariam os riscos, tais como problemas cardíacos. O relatório diz ainda que não há dados técnicos e científicos que comprovem a eficácia e segurança destas substâncias no controle da obesidade.
Os inibidores de apetite atuam em uma região do cérebro conhecida como hipotálamo, que regula a sensação de fome e de saciedade.
Quanto à sibutramina, o relatório diz que o registro da substância cumpriu os requisitos de eficácia, “gerando desfecho clínico da perda de peso” e com “relação benefício-risco favorável”. Sendo assim, a Anvisa permitirá que a substância possa ser comercializada com algumas restrições, tais como controle na prescrição médica para minimizar riscos.
O relatório aponta que a sibutramina pode ser utilizada em pacientes obesos sem história de doença cardiovascular e que não conseguem aderir a programas de emagrecimento; com diabetes ou intolerância à glicose; dislipedêmicos; hiperuricêmicos; mulheres com ovários policísticos e pacientes com hepatite não alcoólica.
De acordo com o relatório, a Anvisa recomenda que a utilização da sibutramina seja suspensa caso o paciente não responda ao tratamento no período de quatro semanas.
Até breve,
@Gregnani85
Fonte: http://corpoemfoco.com.br/2011/10/anvisa-mantem-venda-mas-restringe-uso-de-emagrecedor-polemico/

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Caminhada versus Corrida

A caminhada e a corrida são 2 das formas de exercícios que são muito próximas, e estão entre as  mais praticadas e indicadas por conta da facilidade aparente tanto da sua execução como exercício físico quanto como pela facilidade para encontrar um lugar para a sua prática, já que a imensa maioria dos locais oferece algum terreno em que estes exercícios podem ser realizados.
Técnicamente falando, as 2 modalidades se encaixam na categoria dos exercícios com sustentação do peso corporal, o que significa dizer que durante todo o transcorrer do tempo, temos a força da gravidade atuando sobre e de certa forma contra o movimento.
Por conta deste fato, o gasto calórico nesses exercícios tem relação direta com a massa corporal das pessoas, assim como do ponto de vista articular, uma pessoa mais pesada tem uma sobrecarga articular maior.Além da relação com o peso corporal, o gasto calórico é influenciado pela velocidade do deslocamento, portanto quanto mais rápido, mais calorias são consumidas.
Do ponto de vista metabólico, as caminhadas tem um gasto energético proporcional maior de lipidios em relação a corrida, porém a corrida tem um gasto calórico total maior por maior ativação adrenérgica, maior utilização de carboidratos e comparativamente seria muito mais efetiva para emagrecimento.
Dessa forma, a caminhada é uma atividade que deve ser vista como uma forma de transição quando o intuito é emagrecer e obter benefícios relacionados a saúde a longo prazo, pois sua eficácia muitas vezes é limitada.
Nosso corpo funciona a base de adaptação, o que exige estímulos diferentes e progressivos, o que não será sustentado pela caminhada, já que após um período de prática, as alternativas para aumentar a sobrecarga neste exercício tornam-se muito limitadas.
Para pessoas que não conseguem correr longos períodos de tempo, o treino intervalado, que pode ser realizado alternando períodos de corridas com pausas ativas nas caminhadas é uma boa opção, pois permite que se treine numa intensidade mais alta e tem se demonstrado tão ou mais efetivo que treinamentos contínuos para emagrecimento.
É importante ressaltar que pessoas com determinadas patologias,como hérnias de disco por exemplo, devem optar primariamente pela caminhada, por conta do impacto sobre a coluna vertebral, que é muito maior nas corridas do que nas caminhadas.
Até breve,
@Gregnani85
Referências:Exercício, Emagrecimento e Intensidade do Treinamento
                     Luiz Carlos Carnevali Junior

                     Fisiologia do Exercício:Energia, Nutrição e Desempenho Humano
                     Willian Mcardle

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

TPM e exercícios físicos

Para várias mulheres, o período antes da menstruação é sofrível. Dores de cabeça, irritação dentre outros sintomas aparecem fazendo esse periodo  período de sofrimento.
No período pré-menstrual, a mulher fica marcada pelo aumento da fadiga muscular e nervosa, com a conseqüente diminuição da capacidade de desempenho. Esse processo ocorre em função da oscilação hormonal no organismo da mulher.
O mais importante é respeitar as limitações impostas nessa fase, pois, do contrário, é possível ter os sintomas da TPM intensificados. A dica é não praticar exercícios por longos períodos e nem com excesso de carga. E antes de optar por uma atividade fisica nesse momento, é bom a mulher saber qual tipo de TPM tem.
Aquelas que sofrem a do tipo A, que tem a ansiedade como principal característica, podem apostar em ioga, alongamento e técnicas de respiração e meditação, que diminuem a tensão muscular e o mau humor e melhoram a concentração.
Quem tem TPM do tipo C, marcada pela compulsão, pode optar por atividades aeróbias, que liberam endorfina no sangue. Além de ser responsável pela sensação de bem-estar, esse hormônio parece agir como estabilizador da glicose, diminuindo, assim, a vontade de açúcar.
Na do tipo D predomina a depressão. Portanto, exercícios aeróbicos também são ótimos, já que elevam os níveis de serotonina – hormônio conhecido por melhorar o humor. Já a TPM do tipo H é aquela assinalada pela indisposição total, com presença de muitas dores e inchaço. Então, em dias críticos, o melhor é repousar ou, no máximo, fazer uma aula de hidroginástica.
É importante frisar que, independente do tipo de TPM, a prática regular de atividades físicas melhora os incômodos típicos dessa fase. Um estudo da Universidade British Columbia, no Canadá, analisou mulheres sedentárias que se submeteram a programas de atividade aeróbia regularmente por seis meses. Ao final do período, constatou-se que elas apresentaram uma redução no inchaço, dor nos seios, irritabilidade, depressão e cólicas nos dias que antecedem a menstruação.
Esses benefícios ocorrem porque o exercício físico gera um aumento da taxa metabólica e favorece a circulação sanguinea. Consequentemente, há uma otimização do transporte de oxigênio e nutrientes essenciais, melhorando, assim, todas as funções vitais. E, segundo uma pesquisa realizada na Universidade de Caxias do Sul (RS), os exercícios aeróbicos (correr, pedalar, nadar, etc.) parecem ser mais eficientes do que os anaeróbicos (como musculação) no alívio dos sintomas da TPM – isso porque promovem maior liberação de endorfina, aquele hormônio considerado um calmante natural que também estabiliza a glicose.
Até breve,
@Gregnani85

Fonte: http://esportecomsaude.chakalat.net/2011/09/treinar-na-tpm-requer-cuidados.html

domingo, 2 de outubro de 2011

Lombalgia em corredores

O número de pessoas que pratica corridas de rua no Brasil vêm aumentando ano a ano. Até o início desta década, eram menos de 100 provas anuais. Atualmente, são mais de 600 corridas todos os anos. Estima-se que existam no país mais de quatro milhões de corredores, sendo que pelo menos 300 mil disputam corridas de rua.

A corrida é um esporte que não exige habilidade específica, como outras modalidades, por isso qualquer um, teoricamente, pode iniciar treinos de corrida, ou até mesmo participar de uma prova.

Entretanto, é preciso ter boas condições de saúde e um preparo físico necessário para iniciar a corrida, como também qualquer tipo de atividade física. 
A lombalgia (dor coluna lombar) é uma das principais queixas entre os corredores. A corrida é uma atividade física que depende da ação da musculatura do tronco para mantê-lo dentro de uma postura correta durante um longo período de tempo. A coluna lombar funciona como ponte de que transmite forças entre os membros inferiores e o tronco, fazendo movimentos básicos de flexão, extensão e rotação.

Por isso a dor ocorre por um problema mecânico. Os músculos não estão suficientemente alongados para permitir uma amplitude total de movimentos do tronco e quadril, e, dessa forma, sofrem mínimas lesões por estiramento durante posturas inadequadas ou movimentos bruscos, resultando em uma resposta de espasmo muscular.

Vários fatores contribuem para o surgimento da lombalgia mecânica em corredores, como o desequilíbrio das forças entre os grupos musculares flexores e extensores do tronco; cargas repetidas ou excessivas na coluna lombar; vícios de postura durante a corrida; menor flexibilidade nos grupos musculares do tronco e membros inferiores; intervalos curtos de descanso entre treinos; fadiga muscular; aumento do treinamento; além de treino em pisos rígidos e tênis inadequado.  
Prevenção
A prevenção das lombalgias se dá através de exercícios de alongamento que devem ser feitos de forma contínua e progressiva, sem sobressaltos, até o limite da dor, quando o atleta deve permanecer na posição alongada durante 20 a 30 segundos, preferencialmente sentado e trabalhando tanto os músculos dos membros superiores quanto inferiores. 
Os exercícios de fortalecimento devem envolver a musculatura paravertebral, pélvica como também toda musculatura abdominal (musculatura do CORE). Estes exercícios, são importantíssimos para a proteção da coluna, além disso, o excesso de peso na região abdominal é outra causa na ocorrência das lombalgias, pois muda o centro de gravidade do corpo, exercendo sobrecarga constante sobre a lombar e facilitando o surgimento de lesões, principalmente nas atividades de impacto como a corrida. Se suas dores forem persistentes, deverá procurar seu médico.
Até breve,
@Gregnani85

sábado, 1 de outubro de 2011

Lesões da articulação do ombro

O objetivo deste artigo é tornar acessível o conhecimento da articulação do ombro, de maneira ampla e pouco cansativa, visando uma melhor compreensão dos problemas desta articulação.

Anatomia do Ombro

A anatomia do ombro é bastante complexa, devido ao seu grau de instabilidade e grande arco de movimento que realiza. Para compreendermos melhor esta articulação devemos conhecer inicialmente sua anatomia.
O ombro possui várias estruturas ósseas, ligamentares, tendinosas e musculares, sendo dividas nas seguintes estruturas:

-ósseas- úmero, escapula (coracoide, acrômio e glenoide) e clavícula;
-ligamentares- gleno-umerais(anterior e posterior), coraco-acromial e coraco-clavicular (trapezóide e conoide);
-musculo-tendineas- manguito rotador (supra-espinhal, infra-espinhal, subescapular e redondo menor), deltóide, romboides e bíceps (cabeça longa principalmente), estruturas estas protegidas parcialmente pelas bursas sub-acromial e sub-deltoidea.

Patologias do Ombro

O ombro é acometido por diversas patologias com características peculiares a região articular que acomete:

-bursa- bursites;
-tendões- tendinites, rupturas, síndrome do impacto e calcificações;
-ligamentos- instabilidade e luxações;
-osso- fraturas;
-articular- artrose e artrite.

O grande problema destas patologias é o grau de incapacidade que exerce sobre o paciente, por provocar fortes dores e imobilidade articular.

Diagnóstico

Os princípios básicos para o diagnóstico das patologias do ombro são:

-historia clinica completa;
-identificação de sinais e sintomas que auxiliam na descoberta da patologia;
-exame físico detalhado;
-utilização de exames complementares (radiografia, ultrassom, tomografia, ressonância)

Tratamento

O tratamento das patologias que acometem o ombro são bastante diversos, que vão desde uso de imobilizações (tipóia, “8” e gesso), cirurgias (abertas e artroscopia) e fisioterapia, porém a melhor forma de tomar conhecimento das patologias e seu tratamento especifico é consultar um ortopedista especialista em ombro para solicitar maiores esclarecimentos.
Até breve,
@Gregnani85
Fonte: http://www.webrun.com.br/triathlon/n/conheca-as-lesoes-que-atingem-o-ombro/12743