Pesquisadores da Universidade Yale (EUA) desenvolveram um estudo com o objetivo de avaliar porque obesos têm mais dificuldades de controlar seus impulsos de consumir alimentos calóricos ou com muito açúcar.
Quando pessoas de peso normal sentem fome, o organismo envia sinais ao cérebro que o informam que o corpo precisa de alimento. Quando essa necessidade é preenchida, o organismo se sente satisfeito e não volta a ativar o cérebro por esse motivo por aproximadamente 5 horas. Mas em pessoas obesas, o corpo pode sentir necessidade de comer apenas pouco tempo após já ter se alimentado.
Em um experimento, os pesquisadores fizeram ressonâncias magnéticas em pessoas saudáveis, sendo que alguns indivíduos eram obesos. A ressonância mostrou que quando os níveis de glucose no sangue caem, a região do cérebro que regula impulsos não consegue controlar a vontade de que doces e lanches calóricos sejam consumidos. Uma comparação entre os resultados dos voluntários obesos e não obesos mostrou que em obesos esse impulso é especialmente forte.
Outro resultado encontrado pelos pesquisadores mostra que em pessoas de peso normal, o desejo de comer alimentos calóricos desaparecia quando ela se alimentava e os níveis de açúcar no sangue se normalizavam. Já em pessoas acima do peso, o consumo de alimentos não reduzia o desejo. Isso pode indicar que em obesos, o mecanismo de restrição associado à glicose foi perdido, explicando porque essas pessoas sentem vontade de comer pouco tempo depois da última refeição.
O estudo fornece informações que podem ajudar a compreensão do motivo pelo qual obesos com níveis flutuantes de açúcar no sangue têm mais dificuldades para resistirem a alimentos que podem ser prejudiciais à sua saúde e proporcionarem ganho de peso.
Até breve,
@Gregnani85
Fonte:http://www.educacaofisica.com.br/noticias/baixos-niveis-de-acucar-no-sangue-explicam-por-que-obesos-nao-resistem-a-impulsos-alimentares
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
sábado, 29 de outubro de 2011
Hidroginástica pode auxiliar a combater osteoporose
Uma nova proposta de aula de hidroginástica criada pelos pesquisadores da Unifesp segue a tendência atual de priorizar a intensidade dos trabalhos físicos mais do que a sua duração ou seja, seu volume para promover benefícios.
Este novo programa foi elaborado para tentar resolver um “déficit” que a hidroginática apresentava em combater e prevenir o aparecimento da osteoporose, já que os estudos realizados com programas tradicionais de hidro, caracterizados por um alto número de repetições e uma intensidade relativamente mais baixa não conseguem apresentar resultados convincentes no que diz respeito a essa moléstia óssea.
A nova proposta tem uma característica de estímulos de alta intensidade para a musculatura seguidos de períodos de pausa relativamente extensos para garantir que os idosos consigam manter a intensidade e não promova uma sobrecarga cardíaca muito significativa.
Os primeiros resultados demonstraram ser promissores quando os pesquisadores compararam um grupo de mulheres que praticou a hidro por seis meses e um outro grupo controle.
O grupo que se exercitou apresentou um aumento na força de músculos de todos os segmentos corporais, bem como uma diminuição significativa na incidência de quedas, fator importante para inferir que houveram melhoras significativas em outras capacidades/habilidades físicas que envolvem a força, como o equilíbrio corporal, tempo de reação, que são fatores que previnem a ocorrência de quedas.
Além disso, apesar de esses dados não terem sido coletados neste estudo, pode-se também inferir uma possível melhora na densidade óssea por meio de um possível aumento na massa muscular, que é um dos fatores que estimulam a síntese óssea.Porém vale ressaltar que o meio líquido apresenta uma grande limitação no que diz respeito a aumentos do conteúdo mineral ósseo por conta do baixo impacto característico de práticas aquáticas.
Apesar de mais estudos serem necessários para confirmar a “superioridade” de um trabalho de hidroginástica de alta intensidade, os resultados iniciais vem de encontro ao raciocínio atual de uma corrente de profissionais que preconiza mas a qualidade do estímulo do que a quantidade de estímulo para obter os resultados que nossos alunos procuram na prática de atividades físicas.
Até breve,
@Gregnani85
Referências: http://www.educacaofisica.com.br/noticias/hidroginastica-2-0-ajuda-a-evitar-risco-ligado-a-osteoporose
Fisiologia do Exercício:Energia, Nutrição e Desempenho Humano
Willian Mcardle
Este novo programa foi elaborado para tentar resolver um “déficit” que a hidroginática apresentava em combater e prevenir o aparecimento da osteoporose, já que os estudos realizados com programas tradicionais de hidro, caracterizados por um alto número de repetições e uma intensidade relativamente mais baixa não conseguem apresentar resultados convincentes no que diz respeito a essa moléstia óssea.
A nova proposta tem uma característica de estímulos de alta intensidade para a musculatura seguidos de períodos de pausa relativamente extensos para garantir que os idosos consigam manter a intensidade e não promova uma sobrecarga cardíaca muito significativa.
Os primeiros resultados demonstraram ser promissores quando os pesquisadores compararam um grupo de mulheres que praticou a hidro por seis meses e um outro grupo controle.
O grupo que se exercitou apresentou um aumento na força de músculos de todos os segmentos corporais, bem como uma diminuição significativa na incidência de quedas, fator importante para inferir que houveram melhoras significativas em outras capacidades/habilidades físicas que envolvem a força, como o equilíbrio corporal, tempo de reação, que são fatores que previnem a ocorrência de quedas.
Além disso, apesar de esses dados não terem sido coletados neste estudo, pode-se também inferir uma possível melhora na densidade óssea por meio de um possível aumento na massa muscular, que é um dos fatores que estimulam a síntese óssea.Porém vale ressaltar que o meio líquido apresenta uma grande limitação no que diz respeito a aumentos do conteúdo mineral ósseo por conta do baixo impacto característico de práticas aquáticas.
Apesar de mais estudos serem necessários para confirmar a “superioridade” de um trabalho de hidroginástica de alta intensidade, os resultados iniciais vem de encontro ao raciocínio atual de uma corrente de profissionais que preconiza mas a qualidade do estímulo do que a quantidade de estímulo para obter os resultados que nossos alunos procuram na prática de atividades físicas.
Até breve,
@Gregnani85
Referências: http://www.educacaofisica.com.br/noticias/hidroginastica-2-0-ajuda-a-evitar-risco-ligado-a-osteoporose
Fisiologia do Exercício:Energia, Nutrição e Desempenho Humano
Willian Mcardle
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
Teste de esforço e saúde do coração
A anatomia do coração não permite que ele utilize parte do oxigênio oriundo das artérias que distribuem esse gás para os outros tecidos corporais.Dessa forma, o aporte de oxigênio para o funcionamento do músculo cardíaco provém de um sistema de distribuição exclusivo, formado pelas artérias coronarianas, que tem um formato aparente de rede, envolvendo todo o miocárdio.
Durante o exercício, os batimentos cardíacos e pressão arterial necessitam aumentar para suprir as demandas corporais, principalmente as musculares que estão aumentadas.Isso exige como consequencia um maior aporte sanguíneo para o músculo cardíaco,pois uma maior quantidade de oxigenio é essencial para que o coração trabalhe com maior intensidade, já que o metabolismo aeróbio fornece quase que exclusivamente a energia utilizada nas contrações cardíacas.
Portanto, um teste de exercício é a condição ideal para verificar a saúde das artérias coronarianas, já que sob as condições de estresse impostas pelo exercício, qualquer alteração no fluxo sanguíneo será detectada com facilidade pelos equipamentos de monitoramento, o que não ocorreria necessariamente se este mesmo monitoramento fosse realizado em condições de repouso.
Por estas razões, é sempre importante realizar testes periódicos para verificar a função cardíaca, para garantir que a prática de exercícios seja sempre algo que traga os benefícios com total segurança.
Até breve,
@Gregnani85
Referência: Fisiologia do Exercício:Energia, Nutrição e Desempenho Humano
Willian Mcardle
Durante o exercício, os batimentos cardíacos e pressão arterial necessitam aumentar para suprir as demandas corporais, principalmente as musculares que estão aumentadas.Isso exige como consequencia um maior aporte sanguíneo para o músculo cardíaco,pois uma maior quantidade de oxigenio é essencial para que o coração trabalhe com maior intensidade, já que o metabolismo aeróbio fornece quase que exclusivamente a energia utilizada nas contrações cardíacas.
Portanto, um teste de exercício é a condição ideal para verificar a saúde das artérias coronarianas, já que sob as condições de estresse impostas pelo exercício, qualquer alteração no fluxo sanguíneo será detectada com facilidade pelos equipamentos de monitoramento, o que não ocorreria necessariamente se este mesmo monitoramento fosse realizado em condições de repouso.
Por estas razões, é sempre importante realizar testes periódicos para verificar a função cardíaca, para garantir que a prática de exercícios seja sempre algo que traga os benefícios com total segurança.
Até breve,
@Gregnani85
Referência: Fisiologia do Exercício:Energia, Nutrição e Desempenho Humano
Willian Mcardle
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Exercício e Doença Mitocondrial
Doenças ou distúrbios mitocondriais são problemas de origem genética, que podem afetar genes responsáveis pela produção/quantidade de enzimas oxidativas responsáveis pelo funcionamento da organela ou outros ligados a cadeia de transporte de elétrons.
O principal efeito de um distúrbio mitocondrial é a baixa produção de ATP pela via aeróbica.Por conta da baixa eficiência desse sistema, ocorre um aumento na produção de radicais livres, assim como um aumento na produção de lactato.Esses fatores descritos acima são responsáveis por uma intolerância a prática de exercícios, aparecimento de dores musculares, além de serem responsáveis por distúrbios em diversos órgãos.
Os benefícios da prática de exercícios para pacientes com esse tipo de distúrbio estão ligados principalmente a ativação das células satélites, pois isto leva a biogenese de novas mitocondrias saudáveis.Assim, ocorre progressivamente uma renovação celular, já que aos poucos as organelas danificadas são removidas, dando lugar a novas células.
Em relação ao tipo de exercício, trabalhos aeróbicos e trabalhos de força de intensidades moderadas tem proporcionado bons resultados ao mesmo tempo que proporcionam um nível de segurança aceitável para pacientes em diferentes estágios dessa doença.
Até breve,
@ Gregnani85
Referências:Simpósio Internacional de Ciências do Esporte
Conferência "Exercício e Doença Mitocondrial"-Mark Tarnopolsky
O principal efeito de um distúrbio mitocondrial é a baixa produção de ATP pela via aeróbica.Por conta da baixa eficiência desse sistema, ocorre um aumento na produção de radicais livres, assim como um aumento na produção de lactato.Esses fatores descritos acima são responsáveis por uma intolerância a prática de exercícios, aparecimento de dores musculares, além de serem responsáveis por distúrbios em diversos órgãos.
Os benefícios da prática de exercícios para pacientes com esse tipo de distúrbio estão ligados principalmente a ativação das células satélites, pois isto leva a biogenese de novas mitocondrias saudáveis.Assim, ocorre progressivamente uma renovação celular, já que aos poucos as organelas danificadas são removidas, dando lugar a novas células.
Em relação ao tipo de exercício, trabalhos aeróbicos e trabalhos de força de intensidades moderadas tem proporcionado bons resultados ao mesmo tempo que proporcionam um nível de segurança aceitável para pacientes em diferentes estágios dessa doença.
Até breve,
@ Gregnani85
Referências:Simpósio Internacional de Ciências do Esporte
Conferência "Exercício e Doença Mitocondrial"-Mark Tarnopolsky
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Ministério da saúde adota academias como política de saúde pública
O Ministério da Saúde defende a inclusão no piso constitucional da Saúde de despesas com construção e manutenção das academias da saúde e com a reestruturação dos hospitais universitários. Esses hospitais são ligados juridicamente às universidades federais e de responsabilidade do Ministério da Educação. O titular da Secretaria Nacional de Atenção à Saúde, Helvecio Magalhães, afirma que a pasta está “apostando muito” no programa das academias da saúde como forma de prevenir doenças crônicas, como problemas cardiovasculares, hipertensão e diabetes.
"Partimos de diversas experiências municipais com as chamadas academias da saúde, em Belo Horizonte, Recife, Maringá e muitas outras, e os resultados são muito positivos. É um programa em que estamos apostando muito", disse o secretário, destacando a importância da atividade física e do controle de peso no tratamento de hipertensão e diabetes, por exemplo.
Segundo o secretário, o Ministério da Saúde já recebeu cerca de sete mil projetos de prefeituras para a construção das academias e pretende priorizar regiões de pobreza e municípios com menos recursos.
Magalhães afirma que nas academias haverá a presença de nutricionistas e uma integração com as Unidades Básicas de Saúde dos municípios, que vão selecionar hipertensos para serem atendidos. O secretário disse que o funcionamento de cada academia, depois de concluída, custará R$ 3 mil por mês ao Ministério da Saúde, valor equivalente ao preço de um leito de UTI.
"Em relação ao que se gasta com um doente crônico, é uma diferença monstruosa. É uma forma de bem usar o dinheiro público", assegura.
Os recursos para esse programa estão sendo repassados pelo sistema fundo a fundo, ou seja, diretamente às prefeituras que encaminham projetos à pasta, os quais, depois de aprovados, são acompanhados por meio de relatórios. No caso das academias da saúde, estão sendo repassados R$ 150 mil por unidade para a construção desses espaços, e o funcionamento é autorizado mediante vistoria in loco, segundo o secretário.
Até breve,
@Gregnani85
Fonte: http://www.educacaofisica.com.br/noticias/ministerio-da-saude-academias-custam-menos-que-leito-de-uti
"Partimos de diversas experiências municipais com as chamadas academias da saúde, em Belo Horizonte, Recife, Maringá e muitas outras, e os resultados são muito positivos. É um programa em que estamos apostando muito", disse o secretário, destacando a importância da atividade física e do controle de peso no tratamento de hipertensão e diabetes, por exemplo.
Segundo o secretário, o Ministério da Saúde já recebeu cerca de sete mil projetos de prefeituras para a construção das academias e pretende priorizar regiões de pobreza e municípios com menos recursos.
Magalhães afirma que nas academias haverá a presença de nutricionistas e uma integração com as Unidades Básicas de Saúde dos municípios, que vão selecionar hipertensos para serem atendidos. O secretário disse que o funcionamento de cada academia, depois de concluída, custará R$ 3 mil por mês ao Ministério da Saúde, valor equivalente ao preço de um leito de UTI.
"Em relação ao que se gasta com um doente crônico, é uma diferença monstruosa. É uma forma de bem usar o dinheiro público", assegura.
Os recursos para esse programa estão sendo repassados pelo sistema fundo a fundo, ou seja, diretamente às prefeituras que encaminham projetos à pasta, os quais, depois de aprovados, são acompanhados por meio de relatórios. No caso das academias da saúde, estão sendo repassados R$ 150 mil por unidade para a construção desses espaços, e o funcionamento é autorizado mediante vistoria in loco, segundo o secretário.
Até breve,
@Gregnani85
Fonte: http://www.educacaofisica.com.br/noticias/ministerio-da-saude-academias-custam-menos-que-leito-de-uti
domingo, 23 de outubro de 2011
Excesso de exercício pode "adiantar" a menopausa
Mulheres que passam muito tempo se exercitando ou que mantêm uma dieta saudável para o coração aparentemente chegam à menopausa mais cedo, constatou um novo estudo japonês.
Embora essa constatação não prove que malhação em excesso e alimentos saudáveis são diretamente responsáveis pela antecipação da menopausa, os pesquisadores dizem que a descoberta pode ser importante para a prevenção do câncer.
Para o estudo, os pesquisadores acompanharam mais de 3.100 mulheres na pré-menopausa durante 10 anos. Aquelas que se exercitavam mais – entre oito e dez horas por semana – eram 17% mais propensas a iniciar a menopausa durante o estudo do que seus pares sedentários.
Da mesma forma, mulheres que comeram mais gorduras poliinsaturadas – encontradas em muitos peixes e óleos vegetais – eram 15% mais propensas a chegar à menopausa do que aquelas que comeram menos quantidades dessas gorduras.
Durante a menopausa, os ovários de uma mulher deixam de produzir óvulos e ela não pode mais engravidar. De acordo com Margery Gass, da Sociedade Norte-Americana de Menopausa, esse período da vida da mulher normalmente começa entre os 41 e 55 anos.
No novo estudo, publicado na revista Menopause, Chisato Nagata e seus colegas, da Universidade de Gifu, no Japão, forneceram questionários sobre comida e atividade física para mulheres com idade entre 35 e 56 anos.
Na década seguinte, cerca de 1.800 dessas mulheres entraram na menopausa. Embora ainda não tenha ficado claro quantos anos elas tinham quando isto aconteceu, os resultados sugerem que as mulheres muito ativas e as que consumiam grandes quantidades de gorduras poliinsaturadas tiveram uma maior chance de alcançar a menopausa precocemente.
Fazendo isso, as mulheres têm menos exposição a altos níveis de estrogênio, disse JoAnn E. Manson, presidente da Sociedade Norte-Americana de Menopausa. O hormônio promove tumores de mama, e isso pode explicar por que a menopausa precoce está ligada a um menor risco de câncer de mama. Por outro lado, disse Manson à Reuters Health, menopausa precoce também tem sido associada ao aumento do risco de doença cardíaca e perda de massa óssea.
"Eu não gostaria que as mulheres começassem a se preocupar com maior risco de doença cardiovascular ou osteoporose ao optarem por fazer modificações no estilo de vida", advertiu a médica. "Os benefícios superam largamente os riscos."
Manson observou o estudo não prova uma relação de causa e efeito, e outros fatores além da dieta e do exercício poderiam afetar na chegada da menopausa.
Muitos estudos sobre a menopausa também têm sido contraditórios. Por exemplo, altos níveis de atividade física – geralmente cinco ou mais horas de exercício por semana – já foram vinculados ao aparecimento precoce da menopausa. Mas eles também vêm sendo associados a ciclos menstruais irregulares, o que poderia levar à menopausa anos mais tarde.
Mesmo neste último estudo, os pesquisadores chamaram a relação entre o exercício e a chegada da menopausa de "pequena ou nula". Gordura total, bem como gordura saturada, que vem em grande parte dos animais, não tiveram qualquer efeito sobre a chegada da menopausa, observaram os pesquisadores japoneses.
Manson, que também atua na Escola de Medicina de Harvard, em Boston, disse que a atividade física reduz os níveis de estrogênio, e que pode ser por isso que ela está ligada ao início precoce da menopausa.
"A mensagem para levar para casa a partir deste estudo é: se exercitar sem exageros. A atividade física regular é aconselhável para reduzir o risco para vários hormônios relacionados ao câncer e à osteoporose", disse ela. "É um efeito modesto, mas é importante."
Até breve,
@Gregnani85
Fonte: http://www.educacaofisicaa.net/2011/10/malhacao-em-excesso-ligada-menopausa.html
Embora essa constatação não prove que malhação em excesso e alimentos saudáveis são diretamente responsáveis pela antecipação da menopausa, os pesquisadores dizem que a descoberta pode ser importante para a prevenção do câncer.
Para o estudo, os pesquisadores acompanharam mais de 3.100 mulheres na pré-menopausa durante 10 anos. Aquelas que se exercitavam mais – entre oito e dez horas por semana – eram 17% mais propensas a iniciar a menopausa durante o estudo do que seus pares sedentários.
Da mesma forma, mulheres que comeram mais gorduras poliinsaturadas – encontradas em muitos peixes e óleos vegetais – eram 15% mais propensas a chegar à menopausa do que aquelas que comeram menos quantidades dessas gorduras.
Durante a menopausa, os ovários de uma mulher deixam de produzir óvulos e ela não pode mais engravidar. De acordo com Margery Gass, da Sociedade Norte-Americana de Menopausa, esse período da vida da mulher normalmente começa entre os 41 e 55 anos.
No novo estudo, publicado na revista Menopause, Chisato Nagata e seus colegas, da Universidade de Gifu, no Japão, forneceram questionários sobre comida e atividade física para mulheres com idade entre 35 e 56 anos.
Na década seguinte, cerca de 1.800 dessas mulheres entraram na menopausa. Embora ainda não tenha ficado claro quantos anos elas tinham quando isto aconteceu, os resultados sugerem que as mulheres muito ativas e as que consumiam grandes quantidades de gorduras poliinsaturadas tiveram uma maior chance de alcançar a menopausa precocemente.
Fazendo isso, as mulheres têm menos exposição a altos níveis de estrogênio, disse JoAnn E. Manson, presidente da Sociedade Norte-Americana de Menopausa. O hormônio promove tumores de mama, e isso pode explicar por que a menopausa precoce está ligada a um menor risco de câncer de mama. Por outro lado, disse Manson à Reuters Health, menopausa precoce também tem sido associada ao aumento do risco de doença cardíaca e perda de massa óssea.
"Eu não gostaria que as mulheres começassem a se preocupar com maior risco de doença cardiovascular ou osteoporose ao optarem por fazer modificações no estilo de vida", advertiu a médica. "Os benefícios superam largamente os riscos."
Manson observou o estudo não prova uma relação de causa e efeito, e outros fatores além da dieta e do exercício poderiam afetar na chegada da menopausa.
Muitos estudos sobre a menopausa também têm sido contraditórios. Por exemplo, altos níveis de atividade física – geralmente cinco ou mais horas de exercício por semana – já foram vinculados ao aparecimento precoce da menopausa. Mas eles também vêm sendo associados a ciclos menstruais irregulares, o que poderia levar à menopausa anos mais tarde.
Mesmo neste último estudo, os pesquisadores chamaram a relação entre o exercício e a chegada da menopausa de "pequena ou nula". Gordura total, bem como gordura saturada, que vem em grande parte dos animais, não tiveram qualquer efeito sobre a chegada da menopausa, observaram os pesquisadores japoneses.
Manson, que também atua na Escola de Medicina de Harvard, em Boston, disse que a atividade física reduz os níveis de estrogênio, e que pode ser por isso que ela está ligada ao início precoce da menopausa.
"A mensagem para levar para casa a partir deste estudo é: se exercitar sem exageros. A atividade física regular é aconselhável para reduzir o risco para vários hormônios relacionados ao câncer e à osteoporose", disse ela. "É um efeito modesto, mas é importante."
Até breve,
@Gregnani85
Fonte: http://www.educacaofisicaa.net/2011/10/malhacao-em-excesso-ligada-menopausa.html
sábado, 15 de outubro de 2011
Proteínas influenciam na obesidade
A matéria que serve de base para esta postagem vêm de encontro e ratifica cada vez mais as descobertas anteriores e sucessivas da ciência que estuda a obesidade que demonstram a complexidade desta desordem metabólica e consequentemente do seu tratamento.
Foi descoberta em uma universidade australiana uma terceira proteína que atua em nível cerebral e que inibe a ação do hormônio leptina.A leptina sabidamente é um hormônio que atua sobre o controle cerebral do apetite de forma anorexígena, ou seja, inibindo o apetite e simultaneamente aumentando o metabolismo.
Desordens na secreção desse hormônio, via inibição dessas proteínas em conjunto com uma grande resistência de seus receptores no hipotálamo dos obesos são conhecidos por ter uma grande influência na progressão da doença em direção a obesidade mórbida.
Estes dados sinalizam que uma intervenção eficiente para o tratamento da obesidade passa necessariamente pelo desenvolvimento e utilização de drogas para inibir estas proteínas, além das intervenções já conhecidas com dieta e exercícios físicos.
Até breve,
@Gregnani85
Referência: http://www.educacaofisica.com.br/noticias/estudo-revela-nova-proteina-que-contribui-para-obesidade
Foi descoberta em uma universidade australiana uma terceira proteína que atua em nível cerebral e que inibe a ação do hormônio leptina.A leptina sabidamente é um hormônio que atua sobre o controle cerebral do apetite de forma anorexígena, ou seja, inibindo o apetite e simultaneamente aumentando o metabolismo.
Desordens na secreção desse hormônio, via inibição dessas proteínas em conjunto com uma grande resistência de seus receptores no hipotálamo dos obesos são conhecidos por ter uma grande influência na progressão da doença em direção a obesidade mórbida.
Estes dados sinalizam que uma intervenção eficiente para o tratamento da obesidade passa necessariamente pelo desenvolvimento e utilização de drogas para inibir estas proteínas, além das intervenções já conhecidas com dieta e exercícios físicos.
Até breve,
@Gregnani85
Referência: http://www.educacaofisica.com.br/noticias/estudo-revela-nova-proteina-que-contribui-para-obesidade
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