A visão tradicional apresenta o lactato como um grande vilão na prática de atividade física.Isto decorre dos efeitos indesejados que o acumulo de quantidade muito grandes deste metabólito, oriundo da glicolise anaeróbia, exerce sobre o organismo, culminando com a perda de desempenho e em casos de acumulo crescente, pode haver a necessidade de interromper o esforço.
Porém, o avanço das pesquisas sobre a cinética deste no organismo têm revelado que na verdade o lactato não é um produto inútil do processo de metabolização da glicose e sim uma fonte de nergia que é reaproveitada continuamente.
Podemos exemplificar citando que o coração, durante a realização de um exercício estável, retira quase 85% da sua energia do lactato oriundo dos músculos em exercício e transportados pelo sangue.Este transporte é realizado via uma familia de peptideos denominados "MCT"(monocarboxilic transporters), os quais são expressos de forma diferentes nos tecidos, de acordo com o "perfil" do tecido como "receptor" ou "doador" de lactato.É interessante notar ainda, que o exercício físico é capaz de aumentar a densidade destes compostos em vários tecidos, o que demonstra a importância deste mecanismo para o metabolismo energético em esforço.
Paralelamente, o lactato tem se mostrado também um sinalizador importante para a transcrição de fatores genicos responsáveis dentre outras coisas pela síntese de novas mitocondrias.Portanto, devemos encarar o lactato não como um subproduto indesejável, mas sim como uma importante fontede energia, que, se for bem aproveitada pelo nosso organismo, pode aumentar a eficiência na produção de energia por mecanismo diretos e indiretos!
Ate breve,
@Gregnani85
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
Suplementação de Creatina para Idosos
A suplementação com creatina tem sido utilizada a algum
tempo no meio atlético e de praticantes de atividade físicas recreacionais com
o intuito de aumentar o desempenho em modalidades de força e aumentar a
capacidade de trabalho muscular.
Além desta perspectiva de performance,alguns pesquisadores
tem investigado possíveis promissores resultados desta pratica nutricional para
idosos, para os quais o foco seria evitar ou diminuir as perdas funcionais
inerentes ao avanço da idade.
Esta possível efeito benéfico poderia advir de dois grande
polos sabidamente afetados nessa população e responsáveis pela perda de função,
nos quais a creatina parece ter importantes funções.
O primeiro deles é em relação aos benefícios conferidos em
relação a estrutura e função muscular via utilização de creatina, sendo que
esses benefícios poderiam ser somados aos da prática de atividades físicas
regulares, melhorando as capacidades de força e resistência muscular, afetando
provavelmente o desempenho do idoso nas A.V.Ds(atividades da vida diária).
O segundo e tão importante quanto a questão mencionada acima
são inferências que a suplementação poderia melhorar aspectos cognitivos, já
que a creatina também é encontrada em certa quantidade no cérebro.Apesar da
dificuldade e limitações das pesquisas sobre o tema, é bem possível que a
suplementação desta possa servir como recurso ergogênico também para o centro
do nosso sistema nervoso.
Enfim, apesar da necessidade de mais pesquisas nesta área,
para resolver questões em relação a responsividade dos idosos,os efeitos em
idosos com limitações funcionais e ou doenças pre-existentes, a suplementação
com creatina pode passar de um recurso
ergogenico apenas para o desempenho e tornar-se um importante adjuvante clínico
e terapêutico para prevenir/amenizar efeitos deletérios do avanço da idade.
Eric Rawson
sábado, 15 de setembro de 2012
Meias de compressão
O acessório tem função de comprimir os músculos da panturrilha, promovendo a maior regeneração da área afetada durante a prática esportiva.
As meias de compressão foram criadas para ajudar a reduzir a sensação de cansaço e peso nas pernas após provas e treinos longos, diminuindo o risco de lesões. As meias têm a função de barreira elástica para os músculos da panturrilha, comprimindo a musculatura e melhorando o retorno venoso, que aumenta o fluxo sanguíneo na região. Por conta disso, há uma maior oxigenação e remoção de lactato, responsável pela regeneração mais rápida da área afetada. As meias de compressão podem ser encontradas em lojas de produtos esportivos, com preços que variam de R$39 a R$190.
Como usar
A eficácia cientificamente comprovada do uso das meias de compressão é dada após os treinos e as provas, para reduzir o inchaço e promover a rapidez na recuperação muscular em 38%, segundo o fisioterapeuta David Homsi. Existem atletas que utilizam as meias antes e durante as competições, mas não há comprovação de que este uso realmente funcione.
Dica
Confeccionados em série e de forma padronizada, os modelos três quartos podem ser encontrados no mercado nos tamanhos P, M, G e GG, disponíveis nos comprimentos curto, normal e longo. Embora varie de produto para produto, seguidas todas as recomendações de uso e conservação, as meias têm sua compressão garantida de quatro a seis meses, e devem apresentar, no mínimo, 18% de elastano. Acima de 22%, pode dificultar a circulação sanguínea e prejudicar o praticante.
"Um estudo feito pela Celafiscs (Centro de estudo da medicina do esporte, em São Paulo) com triatletas comprova que as meias de compressão só funcionam após o esforço físico. Elas retardam a Dor Muscular Tardia (DMT), e são excelentes, pois a compressão deixa a fibra muscular mais unida, favorecendo a oxigenação e tornando a recuperação mais rápida". David Homsi é especialista em Fisioterapia Esportiva e Músculo-Esquelética.
Até breve,
@Gregnani85
Fonte: http://www.educacaofisica.com.br/index.php/esportes/canais-esportes/outras-modalidades/23531-meias-de-compressao-voce-utiliza-saiba-as-indicacoes-do-equipamento
As meias de compressão foram criadas para ajudar a reduzir a sensação de cansaço e peso nas pernas após provas e treinos longos, diminuindo o risco de lesões. As meias têm a função de barreira elástica para os músculos da panturrilha, comprimindo a musculatura e melhorando o retorno venoso, que aumenta o fluxo sanguíneo na região. Por conta disso, há uma maior oxigenação e remoção de lactato, responsável pela regeneração mais rápida da área afetada. As meias de compressão podem ser encontradas em lojas de produtos esportivos, com preços que variam de R$39 a R$190.
Como usar
A eficácia cientificamente comprovada do uso das meias de compressão é dada após os treinos e as provas, para reduzir o inchaço e promover a rapidez na recuperação muscular em 38%, segundo o fisioterapeuta David Homsi. Existem atletas que utilizam as meias antes e durante as competições, mas não há comprovação de que este uso realmente funcione.
Dica
Confeccionados em série e de forma padronizada, os modelos três quartos podem ser encontrados no mercado nos tamanhos P, M, G e GG, disponíveis nos comprimentos curto, normal e longo. Embora varie de produto para produto, seguidas todas as recomendações de uso e conservação, as meias têm sua compressão garantida de quatro a seis meses, e devem apresentar, no mínimo, 18% de elastano. Acima de 22%, pode dificultar a circulação sanguínea e prejudicar o praticante.
"Um estudo feito pela Celafiscs (Centro de estudo da medicina do esporte, em São Paulo) com triatletas comprova que as meias de compressão só funcionam após o esforço físico. Elas retardam a Dor Muscular Tardia (DMT), e são excelentes, pois a compressão deixa a fibra muscular mais unida, favorecendo a oxigenação e tornando a recuperação mais rápida". David Homsi é especialista em Fisioterapia Esportiva e Músculo-Esquelética.
Até breve,
@Gregnani85
Fonte: http://www.educacaofisica.com.br/index.php/esportes/canais-esportes/outras-modalidades/23531-meias-de-compressao-voce-utiliza-saiba-as-indicacoes-do-equipamento
quarta-feira, 18 de julho de 2012
Reação aguda do organismo a privação de sono
Autores compararam 15 jovens em condição normal e após 29h sem dormir. Foi identificado um aumento dos glóbulos brancos especialmente à noite.
Um novo estudo feito por pesquisadores holandeses e britânicos mostra que a privação de sono pode ter os mesmos efeitos do estresse sobre o nosso sistema imunológico.
Os autores compararam 15 homens jovens em condições normais, de oito horas de sono durante uma semana, e após 29 horas acordados. Foram analisados os glóbulos brancos – células de defesa – do sangue dos participantes. As maiores alterações foram observadas em células conhecidas como granulócitos, que aumentaram principalmente à noite.
Os voluntários foram expostos a pelo menos 15 minutos de luz ao ar livre na primeira 1h30 após acordarem e proibidos de usar cafeína, álcool ou medicamentos nos últimos três dias da pesquisa. Tudo isso foi feito para estabilizar o relógio biológico dessas pessoas e minimizar a privação de sono antes do estudo intensivo em laboratório.
Segundo a principal autora, Katrin Ackermann, trabalhos futuros devem revelar os mecanismos moleculares por trás dessa resposta imediata ao estresse físico e mostrar qual é o papel deles no desenvolvimento de doenças associadas à perda crônica do sono. Profissionais que trabalham por turnos e sofrem mais com esse problema poderiam ser os maiores beneficiados.
Estudos anteriores já têm associado a restrição e a privação do sono com o desenvolvimento de doenças crônicas como obesidade, diabetes e hipertensão. Outros também evidenciam que dormir bem ajuda a manter o funcionamento do sistema imunológico.
Até breve,
@Gregnani85
Fonte:http://www.educacaofisica.com.br/index.php/ciencia-ef/canais-cienciaef/fisiologia/22632-falta-de-sono-afeta-tanto-o-sistema-de-defesa-quanto-estresse
Um novo estudo feito por pesquisadores holandeses e britânicos mostra que a privação de sono pode ter os mesmos efeitos do estresse sobre o nosso sistema imunológico.
Os autores compararam 15 homens jovens em condições normais, de oito horas de sono durante uma semana, e após 29 horas acordados. Foram analisados os glóbulos brancos – células de defesa – do sangue dos participantes. As maiores alterações foram observadas em células conhecidas como granulócitos, que aumentaram principalmente à noite.
Os voluntários foram expostos a pelo menos 15 minutos de luz ao ar livre na primeira 1h30 após acordarem e proibidos de usar cafeína, álcool ou medicamentos nos últimos três dias da pesquisa. Tudo isso foi feito para estabilizar o relógio biológico dessas pessoas e minimizar a privação de sono antes do estudo intensivo em laboratório.
Segundo a principal autora, Katrin Ackermann, trabalhos futuros devem revelar os mecanismos moleculares por trás dessa resposta imediata ao estresse físico e mostrar qual é o papel deles no desenvolvimento de doenças associadas à perda crônica do sono. Profissionais que trabalham por turnos e sofrem mais com esse problema poderiam ser os maiores beneficiados.
Estudos anteriores já têm associado a restrição e a privação do sono com o desenvolvimento de doenças crônicas como obesidade, diabetes e hipertensão. Outros também evidenciam que dormir bem ajuda a manter o funcionamento do sistema imunológico.
Até breve,
@Gregnani85
Fonte:http://www.educacaofisica.com.br/index.php/ciencia-ef/canais-cienciaef/fisiologia/22632-falta-de-sono-afeta-tanto-o-sistema-de-defesa-quanto-estresse
quarta-feira, 11 de julho de 2012
Obesidade e Sistemas de recompensas cerebrais
Uma pesquisa recente destinada a entender os mecanismos neurológicos relacionados a obesidade e os sistemas de recompensas cerebrais, localizados na região de “região medial” do cérebro promoveu uma nova forma de se enxergar a obesidade enquanto doença.
Os pesquisadores utilizaram técnicas de manipulação genética para testar a reação dos ratos à superexpressão de uma proteína relacionada ao circuito de recompensas cerebrais e sua relação com hábitos alimentares e comportamentos como agitação e tendência ao consumo de drogas, neste estudo específico, a substancia estudada foi a cocaína.
Os resultados do estudo indicaram que os mesmos neurônios responsáveis pelo controle da fome, também são responsáveis por controlar a predisposição a outros hábitos/comportamentos como a busca constante por novidades e tendência ao consumo de cocaína.
Essa descoberta faz a obesidade e a superalimentação decorrente deste distúrbio serem vistas sob a ótica de um comportamento semelhante ao uso de drogas, classificando o excesso de alimentos como uma forma de dependência química.
Além disto, ela reforça a presença de outros fatores, além do aspecto/evento químico essencial, nesse caso a superexpressão de uma proteína,na ocorrência da obesidade, já que neste estudo, alguns dos roedores permaneceram magros após este evento, porém, em compensação,tendiam a uma maior “inquietude” e consumo de cocaína.
Até breve,
@Gregnani85
Fonte: http://scitechdaily.com/new-research-on-the-relationship-of-obesity-and-increased-drive-of-the-reward-circuitry/
sábado, 7 de julho de 2012
Natação e Saúde do Osso
Um conceito bem estabelecido no meio da atividade física é que a melhora da saúde óssea está relacionada a execução de exercícios que promovam impacto e trabalhem com sustentação do peso corporal.
Dessa forma, os exercícios realizados no meio aquático não parecem ser uma atividade indicada/eficaz quando nosso objetivo é melhorar este componente da composição corporal.
Porém, um estudo publicado em 2007 lançou novas perspectivas sobre as relações entre as práticas esportivas aquáticas e a manutenção/melhora da massa óssea.O estudo em questão comparou atletas juvenis de futebol e nadadores em relação as suas características de densidade e estruturas internas ósseas.
Diferentemente de outros estudos, além de utilizar a densidade óssea como parâmetro de mensuração, eles utilizaram também outra técnica, que leva em conta a espessura do osso e sua arquitetura interna, que era um fator desprezado em outros estudos e que influi também na capacidade do osso de suportar as cargas impostas.
Os resultados deste estudo não demonstraram diferenças significativas entre os 2 grupos em relação a arquitetura interna do osso.Esse resultado, que já tinha sido observado em 2 outros estudos com grupos semelhantes, indica que, ao menos quando se fala de adaptações a longo prazo e de um treinamento de uma intensidade relativamente alta, por conta da amostra ser de atletas competitivos com um lastro de treino de no mínimo 8 anos, parece que os esportes aquáticos também podem promover benefícios para a saúde óssea, ainda que não influam diretamente sob sua espessura.
Até breve,
@Gregnani85
sábado, 30 de junho de 2012
Causas da Lombalgia em corredores
É preciso ter boas condições de saúde e um preparo físico necessário para iniciar a corrida
A lombalgia (dor coluna lombar) é uma das principais queixas entre os corredores. A corrida é uma atividade física que depende da ação da musculatura do tronco para mantê-lo dentro de uma postura correta durante um longo período de tempo. A coluna lombar funciona como ponte de que transmite forças entre os membros inferiores e o tronco, fazendo movimentos básicos de flexão, extensão e rotação.
Por isso a dor ocorre por um problema mecânico. Os músculos não estão suficientemente alongados para permitir uma amplitude total de movimentos do tronco e quadril, e, dessa forma, sofrem mínimas lesões por estiramento durante posturas inadequadas ou movimentos bruscos, resultando em uma resposta de espasmo muscular.
Vários fatores contribuem para o surgimento da lombalgia mecânica em corredores, como o desequilíbrio das forças entre os grupos musculares flexores e extensores do tronco; cargas repetidas ou excessivas na coluna lombar; vícios de postura durante a corrida; menor flexibilidade nos grupos musculares do tronco e membros inferiores; intervalos curtos de descanso entre treinos; fadiga muscular; aumento do treinamento; além de treino em pisos rígidos e tênis inadequado.
Prevenção
A prevenção das lombalgias se dá através de exercícios de alongamento que devem ser feitos de forma contínua e progressiva, sem sobressaltos, até o limite da dor, quando o atleta deve permanecer na posição alongada durante 20 a 30 segundos, preferencialmente sentado e trabalhando tanto os músculos dos membros superiores quanto inferiores.
Os exercícios de fortalecimento devem envolver a musculatura paravertebral, pélvica como também toda musculatura abdominal (musculatura do CORE). Estes exercícios, são importantíssimos para a proteção da coluna, além disso, o excesso de peso na região abdominal é outra causa na ocorrência das lombalgias, pois muda o centro de gravidade do corpo, exercendo sobrecarga constante sobre a lombar e facilitando o surgimento de lesões, principalmente nas atividades de impacto como a corrida. Se suas dores forem persistentes, deverá procurar seu médico.
Até breve,
@Gregnani85
Fonte: http://www.educacaofisicaa.net/2012/03/erros-na-hora-de-correr-podem-causar.html
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